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Longa
história
Nos tempos antigos o Shar-Pei foi utilizado como cão pastor
e cão de caça.

GRAVURAS REPRESENTATIVAS DE ÉPOCA
(Gravuras gentilmente cedidas pelo Shar-Pei Club de Hong Kong)
Tempos depois, já no século XX, nas décadas
de 30 a 60 passou a ser criado para
participar das tradicionais lutas de cães, passatempo predileto
dos piratas e
marinheiros chineses.
FOTO
ORIGINAL DE 1950 , FAMOSO CÃO LUTADOR DE MACAU NOS
ANOS 50, ESSE SHAR-PEI ERA CHAMADO "IRON MONKEY".
NA FOTO APARECE COM SEU FILHO.
(Foto gentilmente cedida pelo Shar-Pei Club de Hong Kong)
PS.: deixamos claro aqui que somos TERMINANTEMENTE CONTRA
as rinhas
de lutas de cães e qualquer outro meio de atividade
violenta que envolva confronto
direto entre cães e qualquer outra espécie animal.
Nossa intenção ao divulgar essas fotos é
o de sublinhar o seu valor exclusivamente histórico.
Todavia,
devido às guerras, à fome e o conseqüente
desinteresse pela criação de cães, o
Shar-Pei iniciou uma fase de declínio no seu país
de origem (China), que se agravou durante a Revolução
Comunista (anos 50) liderada por Mao-Tsé-Tung, culminando
com sua quase total extinção no começo
dos anos 70. |

FOTO ORIGINAL DE UM SHAR-PEI DE MACAU NOS ANOS 50
(Foto gentilmente cedida pelo Shar-Pei Club de Hong Kong)

FOTO ORIGINAL DE UM SHAR-PEI DE HONG KONG NOS ANOS 50
(Foto gentilmente cedida pelo Shar-Pei Club de Hong Kong)
Mao-Tsé-Tung,
decretou a extinção em massa de certos cães
e gatos chineses,
que ele dizia serem "símbolos vergonhosos das
classes privilegiadas". Restaram pouco
menos de 100 (cem) exemplares puros da raça. É
ISSO MESMO!!! MENOS DE CEM EXEMPLARES PUROS! Foi perseguido
pelo comunismo e, acredite ou não, era servido
como comida onde a tradição de comer cachorros
e a grande fome que assolava o país não
os poupava. Além disso a nova ordem também ditava
o aproveitamento de suas peles na confecção
de casacos.
Apenas alguns camponeses tinham permissão para continuar
a possuir seus Shar-Peis.
A condição é que provassem sua utilidade
e pagassem taxas altíssimas sobre cada animal.
Por sorte o Shar-Pei daquela época era um excelente
cão de caça,
assim conseguiu sobreviver.
Porém não terminou aí a sua luta. Como
a China vivia grande racionamento de comida
os Shar-Peis se alimentavam das sobras, dos restos que os
camponeses deixavam.
Pense na fome dos camponeses chineses e imagine o que sobrava
para os cães.
Os exemplares puros da raça que sobraram agora lutavam
contra a desnutrição que foi
um dos fatores que prejudicaram muito seus descendentes. Houve
um grupo de Shar-Peis
que caçava pequenos animais da região, como
roedores e até mesmo rãs para comer.
Um dos efeitos da desnutrição foi a diminuição
gradativa de tamanho. Os filhotes de pais desnutridos tendem
a nascer menores e mais fracos, e assim sucessivamente, até
que o problema da desnutrição seja resolvido.
Como se já não bastasse tudo isso o Shar-Pei,
na luta de continuar existindo como raça e tocando
em frente o seu instinto animal, começou, naquele momento
de sua história, a fazer cruzamentos com parentes muito
próximos (irmãos, irmãs, pais, etc...).
Havia ainda um outro grupo de Shar-Peis destinados à
rinhas clandestinas, um prática muito apreciada naquela
época, que foram acasalados com raças, como
o Bullmastiff, Bull Terrier, Bull Dog e o Boxer com a finalidade
de transforma-lo num ótimo
cão de luta. Resultado: os filhotes que provinham daí,
herdavam características desses cães.
Devido a todos estes fatores podemos entender como este nobre
cão é especial.
Antes, tão valorizado por suas qualidades e habilidades,
e depois comendo as migalhas das mesas dos camponeses. |
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